Luto: há algo de errado com essa tristeza?

Luto ha algo de errado com ele

Luto: será que há algo de errado com ele? Neste post, vamos conversar sobre o processo de luto e sua função. Você vai entender quando a ajuda profissional é necessária para transpor este período. Confira!

Será que há algo de errado com o luto? Primeiramente, vamos entender do que se trata.

Os processos de luto são vividos de forma muito particular. Cada pessoa os vivencia conforme os recursos internos e os suportes externos com os quais conta em um determinado momento.

Os recursos internos são as formas de perceber, pensar e sentir de cada um, de acordo com suas experiências e história de vida.

Já os recursos externos são o conjunto de suportes a que uma pessoa pode recorrer. Como exemplos, temos a família, os amigos, a rede de serviços do bairro ou município e a equipe da Unidade Básica de Saúde, entre outros.

Não apenas o processo de luto é atravessado de forma particular por cada pessoa como ele também varia de cultura para cultura.

Na nossa cultura ocidental, o luto parece sofrer certo estigma ou preconceito. Isso porque, durante o processo luto, há graus variados de tristeza e maior introspecção. Neste período, as pessoas geralmente ficam mais retraídas, o que, de certa forma, isso facilita a reflexão e o processo de elaboração da perda.

Este é também um momento no qual se vivencia tristeza em diferentes graus, o que pode impactar diferentes esferas da vida: os estudos, trabalho ou vida social.

Trata-se, contudo, de uma situação temporária, motivada por uma perda ou separação, que faz parte de nossas vidas em seus diferentes ciclos. 

Quando há algo de errado com o luto?

Às vezes, vemos que o luto passa a ser visto e abordado como uma “doença”, como algo que não deveria ocorrer. Então, há um entendimento equivocado da situação.

Afinal, ele é uma fase relacionada com o processo de elaboração da perda. Sem o processo de luto esta elaboração tende a ficar comprometida.

Existem, no entanto, situações em que o processo de luto  pode se associar ou ser um dos desencadeadores de uma condição de saúde, como a depressão. Estes são casos específicos e requerem atenção especial. Como você pode reconhecer esta situação?

Em alguns casos, o luto provoca uma situação de sofrimento intenso e persistente que afeta a vida em diferentes aspectos.

Nem sempre a própria pessoa consegue identificar que precisa de suporte, especialmente, se ela tem dificuldade para pedir ajuda.

Então, pode ser que seus amigos, familiares e colegas dêem feedbacks a este respeito. Podem ser mudanças que chamam atenção sobre seu humor, sua forma de se relacionar, seu desempenho no trabalho, sua capacidade de concentração ou até mesmo sobre sua aparência e higiene.

É claro que estamos falando de um período de maior tristeza e introspecção, mas se este período persistir e trouxer mudanças que produzam sofrimento difícil de lidar sozinho, não exite em buscar uma ajuda profissional.

De forma geral, o luto deve ser compreendido no contexto mais amplo da vida em suas diferentes etapas e também no contexto de nossas relações afetivas e sociais.

É preciso considerar ainda os impactos que ele provoca, além das alterações e rearranjos que produzem na vida cotidiana e nas relações relações familiares.

É possível que, diante da perda, reorganizações sejam necessárias. E, por mais desafiador que isso seja, em certa medida, faz parte dos desafios que a vida nos coloca em decorrência das alterações impostas pelo ciclo da vida.

Conclusão

Em resumo, o processo de luto tem sua função e não é indicado tentar evitá-lo, pois ele é fundamental para o processo de elaboração das perdas.

Contudo, considere sempre a intensidade e a persistência do sofrimento. Intensidade e persistência do sofrimento são como um sinal de aleta para a necessidade de suporte. Nestes casos, uma ajuda profissional pode ser bem-vinda para ajudar a transpor este período.

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